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RICARDO VERAS | A polêmica das passarelas

  • Foto do escritor: Ricardo Veras
    Ricardo Veras
  • 19 de fev.
  • 2 min de leitura

O debate sobre a implantação de passarelas para pedestres em rodovias estaduais de grande circulação volta ao centro das discussões públicas sempre que um atropelamento é registrado. Na Região das Hortênsias, essa realidade se repete de forma recorrente na RS-115, eixo que conecta Gramado a Canela e concentra intenso fluxo diário de moradores, trabalhadores e turistas.

A travessia de pedestres em nível, por meio de faixas, é apontada como um dos principais pontos de conflito entre veículos e pessoas ao longo da rodovia. Sempre que ocorre um atropelamento — como o registrado na noite de quarta-feira, 18 — a discussão reaparece: a necessidade de estruturas que separem fisicamente o fluxo de pedestres do tráfego veicular.

Do ponto de vista da engenharia de tráfego, passarelas são consideradas uma solução capaz de reduzir drasticamente o risco de atropelamentos. Ao oferecer uma travessia contínua e protegida, eliminam o contato direto entre pedestres e veículos, aumentando a segurança viária e contribuindo para maior fluidez do trânsito, especialmente em trechos urbanos ou com grande movimentação.

Especialistas também destacam impactos positivos associados à implantação dessas estruturas, como a melhoria da sinalização, reforço da iluminação pública e a conexão entre áreas que, na prática, ficam separadas pela rodovia. Quando projetadas conforme normas de acessibilidade, as passarelas permitem a travessia por pessoas com mobilidade reduzida e ampliam a segurança no deslocamento cotidiano.

Por outro lado, a implantação enfrenta entraves recorrentes. O alto custo de construção, a necessidade de estudos técnicos detalhados e o histórico de subutilização em alguns locais são argumentos frequentemente apresentados por gestores e pela Empresa Gaúcha de Rodovias, responsável por trechos concedidos. Há ainda preocupações relacionadas à acessibilidade inadequada, manutenção, segurança pública no período noturno e impactos durante as obras.

Na prática, o tema permanece em um ciclo conhecido: acidentes reacendem a cobrança da comunidade, o debate público se intensifica e a discussão sobre passarelas volta à pauta como alternativa para reduzir riscos. Entre a percepção de urgência da população e a cautela técnica e financeira dos órgãos responsáveis, a RS-115 segue como símbolo de um problema recorrente — e de uma solução que, embora amplamente defendida, ainda enfrenta resistência para sair do papel.

 
 
 

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