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ELVIO GIANNI | O Futuro das Cidades

  • Foto do escritor: Ricardo Veras
    Ricardo Veras
  • há 40 minutos
  • 2 min de leitura

No South Summit deste ano, tive a oportunidade de participar de um workshop sobre o futuro das cidades, reunindo representantes de 22 cidades brasileiras que estão avançando de forma consistente em inovação. Foram discutidos temas ligados a território, educação, economia criativa, eventos, sustentabilidade e conexão global.

Mas um ponto, em especial, chamou minha atenção: a formação de talentos.

Os dados apresentados são preocupantes. No Brasil, cerca de 19 milhões de jovens iniciam sua trajetória educacional. Desses, apenas 8 milhões chegam ao ensino fundamental completo, cerca de 2 milhões ingressam no ensino superior e somente 1 milhão conclui a graduação.

Quando olhamos para a área de tecnologia, o cenário é ainda mais desafiador. Enquanto países como China têm cerca de 32% dos jovens interessados em tecnologia, a Europa registra 28% e os Estados Unidos 22%, no Brasil esse número chega a apenas 6%.

Isso evidencia uma urgência: precisamos começar pela base.

É fundamental investir em laboratórios de matemática, química, física e biologia, mas também em atividades práticas como marcenaria, mecânica e outras experiências que estimulem o raciocínio lógico e o pensamento crítico. Quando o jovem vivencia o aprendizado na prática, ele entende, se envolve e passa a gostar, especialmente das áreas exatas.

Hoje, muitos jovens sabem ler, escrever e se comunicar, mas têm resistência às disciplinas exatas. Isso não é falta de capacidade. É falta de estímulo.

Além disso, os governos precisam desenvolver políticas públicas de formação conectadas com as demandas reais das empresas. Precisamos preparar jovens que saiam da formação com condições reais de inserção no mercado de trabalho.

O futuro das cidades passa, inevitavelmente, pela capacidade de formar pessoas preparadas para resolver problemas reais e não é acidental, é planejado.

Mais do que discutir inovação, precisamos praticá-la desde a base educacional.

Porque cidades inteligentes não são aquelas que apenas adotam tecnologia.

São aquelas que formam talentos.

Élvio Gianni

Ex-Secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Caxias do Sul

Empresário | Agente de Inovação | Consultor

Instagram: @elviogianni

LinkedIn: Élvio Gianni

 
 
 

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