RICARDO VERAS | TRANSPORTE INTERMUNICIPAL EM CRISE
- Ricardo Veras

- há 12 horas
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A crise do transporte coletivo no Brasil vai além da queda de usuários e dos efeitos da pandemia. Ela expõe um problema estrutural no modelo estatal de regulação das concessões, marcado por excesso de burocracia e regras que acabam criando uma reserva de mercado para poucas empresas que dominam o setor. Esse sistema engessado dificulta a concorrência e impede a entrada de alternativas mais modernas e eficientes. Um exemplo é a Buser, plataforma brasileira criada em 2017, que popularizou o modelo de fretamento colaborativo de ônibus — frequentemente chamada de “Uber dos ônibus”. O sistema conecta grupos de passageiros com o mesmo destino a empresas de fretamento autorizadas, permitindo a divisão dos custos da viagem. Ainda assim, iniciativas como essa enfrentam forte resistência regulatória não por questões de segurança ou operação, mas por desafiarem um modelo tradicional protegido pelo Estado. O resultado é um transporte público cada vez menos atrativo, que perde usuários para o transporte individual, agravando congestionamentos, gargalos de mobilidade e afastando o sistema coletivo de sua função essencial: atender, de forma eficiente e acessível, às reais demandas da população.













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