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ANDRÉ CASTILHOS | Onde começa, ou termina a nossa liberdade?

  • Foto do escritor: Ricardo Veras
    Ricardo Veras
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

 

Direitos, Deveres. Gostos e Cores. A máxima de que “a nossa liberdade termina onde começa a do outro” é velha conhecida de todos. No entanto, parece que ela virou apenas uma frase de efeito, esquecida na pressa do dia a dia. Precisamos, urgentemente, resgatar esse conceito para nossas reflexões e ensinamentos diários. Afinal, viver em sociedade exige muito mais do que apenas compartilhar o mesmo espaço. Exige o exercício constante do reconhecimento e do respeito à individualidade, à singularidade e às diferenças do outro.

 

Basta colocar os pés na rua para notar como o individualismo tem ditado o ritmo das relações humanas. Diariamente, somos obrigados a conviver com certas barbaridades, como carros parados em filas duplas, veículos andando lentos na faixa da esquerda e o desrespeito às faixas de pedestres. Um egoísmo que não para no asfalto, pois outro termômetro perfeito da nossa civilidade é quando alguém tenta burlar as filas preferenciais, revelando uma mistura indigesta de falta de educação com o desconhecimento deliberado das regras de convivência.

 

Se no mundo físico o cenário é desolador, no ambiente virtual a situação ganha proporções ainda mais graves. Nas redes sociais, a busca incessante pelo aplauso fácil e pela "lacração" transformou “opiniões” pessoais em verdades absolutas e incontestáveis. Assistimos, com frequência assustadora, pessoas sem qualquer conhecimento técnico expondo profissionais dedicados, criticando métodos consolidados de forma totalmente fora de contexto e desvalorizando o conhecimento alheio.

 

O gosto e a opinião são individuais. E, justamente por serem individuais, devem ser respeitados, mas nunca, jamais impostos.

 

Para ser respeitado, é preciso saber respeitar. Ter a pretensão de criar narrativas distorcidas para prejudicar a reputação de alguém, o trabalho de um profissional ou o cotidiano de uma cidade inteira é o ápice da arrogância; vai além do limite do bom senso. É agir sob a ilusão de que o seu direito individual é soberano ao bem-estar coletivo. E isso é um erro grave.

 

As leis, as regras e os direitos são comuns a todos. Para cada direito garantido, há um dever correspondente a ser cumprido. Se quisermos viver em um ambiente mais harmonioso, precisamos voltar ao básico e entender que o respeito mútuo é a chave de tudo.

 

Meu nome é André Castilhos dos Reis, busco respeitar as diferenças e espero contribuir com minha opinião para a discussão de assuntos que, não tem como fazer de conta que não existem.


 
 
 

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