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ÉLVIO GIANNI - Falar de inovação é falar de Florianópolis

Foto do escritor: Ricardo Veras
Ricardo Veras
há 5 horas
2 min de leitura

A capital de Santa Catarina é um dos melhores exemplos de como uma cidade pode olhar para suas limitações, identificar suas oportunidades e transformar sua economia.

Por estar em uma ilha, Florianópolis possui limitações para a instalação de grandes indústrias. Durante muito tempo, o turismo foi uma das principais forças da economia local. Mas a sazonalidade e as mudanças no comportamento das pessoas fizeram a cidade perceber que precisava se reinventar.

E foi exatamente isso que fez.

Florianópolis começou a planejar uma nova economia. Uma economia baseada em conhecimento, tecnologia, empreendedorismo, inovação e criatividade.

Em 2015, a cidade tinha cerca de 580 empresas de tecnologia. Hoje, em 2026, são aproximadamente 6.100.

O setor movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano e já representa aproximadamente 25% do PIB municipal. Sua força econômica é cerca de seis vezes maior do que a do turismo.

Mas Florianópolis entendeu algo ainda mais importante: para desenvolver uma economia inovadora, não basta criar empresas. É preciso criar um ambiente onde as pessoas queiram estar.

Por isso, a cidade passou a promover uma série de eventos e iniciativas ligados à tecnologia, cultura, gastronomia, turismo, esporte e economia criativa.

Esses eventos ajudam a movimentar a economia, gerar conexões, atrair investimentos, aproximar empreendedores e, principalmente, criar um ambiente capaz de atrair e reter jovens talentos.

A estratégia foi muito além da tecnologia.

Florianópolis construiu uma cidade onde inovação, qualidade de vida, empreendedorismo, cultura e criatividade passaram a caminhar juntos.

O resultado aparece nos números.

Santa Catarina é apontado como o estado mais competitivo do Brasil em 2026, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados.

E Florianópolis é parte importante dessa transformação.

Isso nos mostra que inovação não é apenas colocar tecnologia dentro da Prefeitura.

Inovação é pensar diferente sobre o desenvolvimento da cidade.

É entender que os jovens precisam encontrar oportunidades para estudar, trabalhar, empreender e construir suas vidas onde nasceram ou escolheram viver.

É criar ambientes que atraiam empresas, talentos e investimentos.

É conectar poder público, universidades, entidades, empresas e sociedade.

Florianópolis fez uma escolha.

Em vez de ficar limitada às suas características naturais e econômicas tradicionais, decidiu construir uma nova vocação.

E talvez essa seja a grande reflexão para outras cidades:

qual será a nossa próxima vocação econômica?

Porque cidades que querem crescer precisam olhar para o futuro antes que o futuro chegue.

Inovar é ter coragem para mudar, planejar e construir novas oportunidades.

Élvio GianniEx-Secretário do Desenvolvimento Econômico e Inovação de Caxias do Sul (2021–2024) | Empresário | Agente de Inovação | Consultor

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